sexta-feira, 1 de abril de 2016

Abrir mão

Estou trabalhando com o domínio do meu ego (EU).

Atualmente, quem o domina sou eu. 

Mas quero esmagar, extirpar esse domínio da minha vida. 

Meu desejo é ver o ego dominado por Cristo. 

Que ele (o ego!) se expresse em amorosa harmonia com o Criador. 

Não é fácil. O meu domínio sobre o EU é poderoso, astuto e cheio de seduções. Sou frágil diante disso. 

Na maior parte do tempo, o Eu é dominado com folga por mim (orgulho). 

Mas devo continuar. 

Essa é “minha luta”.

O antídoto para o orgulho é a humildade profunda, o desapego, a auto-renúncia, o auto-esquecimento. 

Enfim, o “abrir mão” de todo controle. 

Passo a olhar a realidade a partir de Cristo, não das circunstâncias ou de meus desejos “espontâneos” (afinal, eles foram forjados pela cultura corrompida, influenciada pela minha história). 

Jesus é meu guia. Ele me ensina a reinventar cada momento de minha vida, pois meus olhos estão nele. 

Passo a lutar por valores eternos, embora com a alma ferida.

Graças a Deus que tem nos dado o lamento (exposto em 70% dos salmos), para lidar com a natureza obstinada e rebelde. 

Abençoado serão os mansos (aqueles que foram domados) e humildes de coração. 

Eles verão a Deus e reinarão sobre a terra, com liberdade reverente, conquistada não por mérito humano, mas por graça, a qual é caracterizada pelo amor leal do Criador.

Está na hora de fazer uma lista do que devo abrir mão. Será que cabe numa folha de papel?


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