No teu
aconchego, imponente Figueira*,
Perscruto a
imensidão da vida,
Embora escondida
em sua plenitude.
Mas... nessa
atitude,
Contemplo
belezas, cheiros e sabores,
E resgato
matizes de cores
De uma realidade
esquecida
Que insiste
em ser revivida
E
compartilhada... com o Vento*.
Em teu
manto, majestosa Figueira*,
Me sinto
pequeno e frágil...
Mas me
apresento, mesmo assim,
Para
explorar no mundo os seus confins,
Suas dores,
amores, batalhas e fins
Buscando,
talvez, um traçado
Que me leve,
descansado,
A um sempre novo
e régio começo.
Debaixo do
teu regaço, estimada Figueira*,
Sinto
aconchego, ternura...
Enfim, a
coisa pura
Numa utopia
persistente
Pois, creio,
existe a semente
Que se
espalha na terra nua
E confronta a
realidade crua
De viver com
sentido no presente.
Então, amiga
Figueira*,
Te quero
sempre ao meu lado,
Como minha
companheira, parceira,
Sem
preconceito ou barreira,
A dialogar
com a vida
E descobrir
a lida
No mundo
tresloucado,
Com a
certeza que na tua guarida
Posso me
encontrar com a Vida*
Que tanto
tenho buscado.
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* Figueira,
Vento e Vida... desde a criação do mundo, a trindade estabelecida.
Vinicius Silva de Lima,
2011
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