sábado, 13 de fevereiro de 2016

Na Sombra da Figueira

No teu aconchego, imponente Figueira*,
Perscruto a imensidão da vida,
Embora escondida em sua plenitude.
Mas... nessa atitude,
Contemplo belezas, cheiros e sabores,
E resgato matizes de cores
De uma realidade esquecida
Que insiste em ser revivida
E compartilhada... com o Vento*.

Em teu manto, majestosa Figueira*,
Me sinto pequeno e frágil...
Mas me apresento, mesmo assim,
Para explorar no mundo os seus confins,
Suas dores, amores, batalhas e fins
Buscando, talvez, um traçado
Que me leve, descansado,
A um sempre novo e régio começo.

Debaixo do teu regaço, estimada Figueira*,
Sinto aconchego, ternura...
Enfim, a coisa pura
Numa utopia persistente
Pois, creio, existe a semente
Que se espalha na terra nua
E confronta a realidade crua
De viver com sentido no presente.

Então, amiga Figueira*,
Te quero sempre ao meu lado,
Como minha companheira, parceira,
Sem preconceito ou barreira,
A dialogar com a vida
E descobrir a lida
No mundo tresloucado,
Com a certeza que na tua guarida
Posso me encontrar com a Vida*
Que tanto tenho buscado.

----------------------------

* Figueira, Vento e Vida... desde a criação do mundo, a trindade estabelecida.

Vinicius Silva de Lima, 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário